O que é dar limites? - Ipecs

O que é dar limites?

21-07-15 admin 0 comentário

O que é dar limites?

Ms. Kelly Renata Risso Grecca

É fundamental acreditar que dar limites é iniciar o processo de compreensão e apreensão do outro.
O limite não provoca necessariamente um trauma psicológico, ele é sim elemento fundamental na educação.
A disciplina e indispensável, e essencial para o crescimento e desenvolvimento sadio.
Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites, e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo o que se quer na vida.
Dar limites é igual dar possibilidade de respeitar regras básicas na vida, respeitando os outros e não somente as próprias vontades.
Impor limites cabe aos pais, porque é sua responsabilidade, e responsabilidade não se delega.
Os pais são os disciplinadores mais eficazes, pois são eles que oferecem proteção, confiança e satisfazem suas necessidades. A escola pode colaborar porém não irá substituir.

Dar Limites é:
Ensinar que os direitos são iguais para todos;
Ensinar que existem outras pessoas no mundo;
Dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário. Guarde o não para quando realmente for preciso;
Só dizer não aos filhos quando houver uma razão concreta;
Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não;
Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a sua vez na fila do cinema);
Apresentar primeiro a obrigação e depois a diversão;
Desenvolver a capacidade de adiar a satisfação (se não conseguir hoje adiará para amanhã);
Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e não apenas um desejo;
Ensinar que a cada direito corresponde um dever principalmente;
Dar exemplo.
Dar Limites não é:
Bater nos filhos para que se comportem;
Fazer só o que vocês, pai e mãe, estão com vontade de fazer;
Ser autoritário (dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com o seu próprio interesse);
Gritar com a criança para ser atendido;
Deixar de atender as necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado;
Invadir a privacidade que todo ser humano tem direito, provocar traumas emocionais (toda criança tem capacidade de compreender um “não” sem ficar com problemas, desde que este “não” venha acompanhado de agressões físicas ou morais).Dar limites não se choca, nem é oposto a dar amor, carinho, atenção e segurança.
Dar limites não é ser autoritário:
O autoritário é aquele que exerce o poder utilizando como referencial apenas o seu ponto de vista, a força física ou poder, nunca levando em conta o que o outro deseja ou pensa. O que conta, na maioria das vezes, é o seu próprio interesse.
Pai que tem autoridade, por outro lado, ouve e respeita seu filho, mas pode, por vezes, ter de agir de forma mais dura, às vezes até impositivamente, mas que sempre o objetivo será o bem estar do filho, protegê-lo de algum perigo ou orientá-lo em direção a cidadania.
Referência: Zagury, Tânia (2000). Limites sem Trauma, Construindo Cidadãos. Ed. 83. Rio de Janeiro: Record



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